Região Sul quer ser declarada área livre da peste suína clássica

15/08/2014
A intenção é entregar esse pedido ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, até setembro deste ano

Dando continuidade às políticas sanitárias e de controle que os estados da região Sul já estão realizando, no final de julho os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – responsáveis por 66% da produção e 72% da exportação de carne suína - definiram medidas e ações conjuntas para a conquista de certificação como zona livre de peste suína clássica junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Pela primeira vez, países, ou regiões, serão reconhecidos pela OIE como livres da doença. Isso pode ser um importante diferencial na manutenção de mercados de carne suína já existentes, assim como a ampliação e conquista de novos mercados internacionais para o setor, sendo que o reconhecimento internacional poderá favorecer o acesso do produto aos mercados mais competitivos do mundo.

Os trabalhos estão sendo conduzidos pelos órgãos estaduais de defesa sanitária animal, como a Adapar, Agência de Defesa Sanitária Animal do Paraná, visando tornar a região Sul, incluindo os três estados, a primeira área livre do mundo sem a peste suína clássica. Pelo menos a intenção das autoridades e entidades ligadas ao setor produtivo é entregar esse pedido ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, até setembro deste ano, para que a intenção possa ser avaliada pelo OIE até maio de 2015. Os três estados do Sul deverão comprovar que estão livres da doença e também cumprir uma série de procedimentos que garanta a sanidade dos rebanhos. “Estamos dispostos a fazer os investimentos necessários para garantir que temos condições de oferecer um produto de qualidade para o mundo, sem expor os consumidores a riscos”, afirmou o secretário paranaense de Agricultura, Norberto Ortigara, ao comentar o assunto.

Participaram das rodadas de conversações, no Paraná, representantes da Adapar e da Secretaria de Estado da Agricultura, do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), e da Associação Paranaense dos Suinocultores, representado a classe dos criadores de suínos no estado, entre outros.

Rebanho

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento informa que o rebanho paranaense é de 5,5 milhões de cabeças - 15% do total nacional, que é de 38,7 milhões de cabeças. O Paraná possui o terceiro maior rebanho, enquanto o Rio Grande do Sul é o segundo com 17% - cerca de 6,2 milhões, e Santa Catarina possui o maior rebanho representando 20% (7,5 milhões de cabeça).

 

Conforme o Deral e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná produziu no último ano 613 mil toneladas de carne suína, representando 20% do total nacional que é de 3,1 milhões de toneladas. A produção paranaense concentra-se na região de Toledo, no Oeste do Estado (39%), vindo depois as regiões de Cascavel (18%), Ponta Grossa (14%), e Francisco Beltrão (9,5%). No Paraná, existem em torno de 31 mil criadores comerciais de suínos, a maioria integrado à indústria, o que mostra o bom índice de eficiência e qualidade do rebanho paranaense. Já o número de produtores ocasionais, ou para consumo próprio fica próximo a 100 mil.

Compartilhar


NOVO WEB SITE DA APS Desktop, Tablet e Mobile
Mais comodidade para você! Flexivel para navegar e visualizar em qualquer lugar.
Escolha Opções Tema
Customise o site Cores Predefinidas de Capa
Texturas de Fundo
Imagens de Fundo