Produtores do Brasil tentam evitar prejuízos às granjas com operação da PF

22/03/2017
Presidente da APS, Jacir Dariva, participa de reuniões da FPA e CNA em Brasília

Os efeitos negativos que já estão atingindo a cadeia de produção de proteína animal no Brasil, desde que foi apresentado na última semana o resultado da Operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, vêm atraindo a atenção de todos os personagens do sistema produtivo, incluindo os produtores de suínos de todas as regiões do Brasil, que estão em Brasília desde o início de semana, reunidos com autoridades do governo e entidades que representam o setor de carnes. Eles debatem as prováveis repercussões também na suinocultura, segundo informa o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva, ao participar de reuniões da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

A preocupação das entidades suinícolas do Brasil é que a suspensão de compras no exterior, afetando as exportações, tenha efeitos no preço do suíno no mercado interno e também a redução do consumo de carne de todas as origens animais, inclusive carne suína, especialmente quando o produtor de suínos ainda sente os efeitos da crise registrada com maior intensidade no ano passado, e que estava esperançoso com a recuperação da atividade e reposição de perdas com a evolução das vendas do primeiro trimestre deste ano. “Esta é a nossa maior preocupação, pois o produtor de suínos ainda está fragilizado em razão da crise na atividade e tinha esperanças de melhoras com o aumento das vendas e a retomada do preço, junto com a queda dos preços dos insumos”, assevera Dariva.

Nas reuniões já realizadas em Brasília, entre as autoridades do governo e do setor produtivo, bem como nas regiões produtoras do País, está claro que houve erros de interpretações em determinadas situações que deveriam ter sido melhor avaliadas, tecnicamente, bem como está evidente que as situações são pontuais e já estão corrigidas, e que a origem de todo esse processo que levou à realização da operação da PF não foi o fato da falta de sanidade nas granjas e nem na maioria absoluta dos frigoríficos, e sim desvios de servidores públicos, já afastados dos seus cargos. “Das quase 5 mil plantas frigoríficas, foram apenas 21 frigoríficos com irregularidades denunciadas, assim como cerca de apenas 30 servidores de um universo de 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura que atuam nesta área. É, no mínimo, uma irresponsabilidade falar que a carne produzida no Brasil não apresenta saudabilidade. Muito pelo contrário, produzimos uma das carnes mais saudáveis do mundo, inclusive em nossas granjas”, observa Dariva.


Na foto, o deputado Nilson Leitão, presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA); Jacir Dariva, presidente da APS; João Vianei, presidente da MEATBRAZIL, e o ex-ministro Aldo Rabelo.

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