Preço do suíno vivo mantém queda nesta semana

22/01/2016
A situação se agrava com a alta do preço do milho e do dólar, que mantém-se acima dos R$ 4,00

Os preços para o suíno vivo continuam registrando novas quedas. Nesta quinta-feira (21/01), em Santa Catarina, na bolsa de suínos, queda de R$ 0,10 na nova referência de preços, que passou de R$ 3,45/kg para R$ 3,35/kg. É a região com maior perda.

O cenário continua sendo preocupante, visto que os suinocultores já trabalham com referência abaixo dos custos de produção - que atualmente estão em R$ 3,70/kg. O problema do produtor se agrava em razão da alta do preço do milho e com as dificuldades para adquirir o produto, devido ao grande volume de exportações do cereal. A preocupação é que os preços do milho subam ainda mais.

Assim como Santa Catarina, as praças do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Goiás também registram baixa no preço do suíno vivo. Na praça paulista, os negócios estão entre R$ 73 e R$ 75 pela arroba suína, após semanas de estabilidade de preços.

 

 

Mercado atual do milho

 

O produto prossegue em alta. Nesta quinta-feira (21), os preços praticados nas principais regiões produtoras foram os seguintes: São Gabriel do Oeste (MS), alta de 7,81%, cotado a R$ 34,50; praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel (Paraná), a valorização foi de 3,23%, com a saca do grão a R$ 32,00. Em Jataí (GO), a cotação também chegou aos R$ 32,00 a saca, com ganho de 3,23%. Em Paranaguá (PR), a saca permaneceu estável em R$ 43,00/sc. Na região de Campo Novo do Parecis (MT), o preço da saca subiu 1,92%, para R$ 26,50. Em Não-me-toque (RS), o ganho ficou em 1,64%, com a saca negociada a R$ 31,00. Já na região de Tangará da Serra (MT), o dia também foi de alta, com a saca do milho a R$ 26,80 (alta de 1,13%). Mais uma vez, as cotações encontram sustentação na valorização cambial.

De acordo com levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização do milho ultrapassa os 18% na parcial de janeiro no interior de São Paulo. Isso porque, com o dólar em alta as exportações brasileiras de milho permanecem aquecidas desde o mês de outubro. E a projeção é que na nesta temporada, os embarques do cereal superem as 35 milhões de toneladas. Com isso, os analistas destacam que o Brasil já se consolidou como um grande player de milho no mercado mundial.

Em reais, os atuais patamares são os maiores desde meados de 2013 ou do primeiro trimestre de 2014, a depender da região, ainda de acordo com dados do centro de pesquisa. O Indicador ESALQ/BM&Bovespa do milho, referente à região de Campinas, subiu 17,6% na parcial do mês, fechando a R$ 43,31 a saca de 60 kg na última quarta-feira (20).

 

Dólar

 

 

A moeda norte-americana subiu 1,47% e encerrou o dia a R$ 4,1655 na venda, acima da máxima histórica de fechamento anterior a R$ 4,1461, patamar registrado em 23 de setembro de 2015. Na máxima do dia, o câmbio tocou o nível de R$ 4,1737. Segundo a agência Reuters, o dólar foi impulsionado pela medida do Banco Central em manter os juros básicos em 14,25% diante das dúvidas sobre a comunicação e a estratégia da política monetária.

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