Lideranças cobram do Governo Federal medidas urgentes para aliviar a crise

18/02/2016
O presidente da APS, Jacir Dariva, esteve presente na audiência no Palácio do Planalto, em Brasília

A atual crise da suinocultura, em decorrência de alguns fatores que, somados, trouxeram novamente sérios riscos para a atividade, já é de pleno conhecimento do Governo Federal. Lideranças do setor estiveram reunidas esta semana, em Brasília, com representantes da União, no próprio Palácio do Planalto, com a presença, dentre outras, do Assessor Especial da Presidência, Carlos Eduardo, e do Secretário direto da presidente Dilma Roussef, Giles Azevedo. Na audiência, foi possível expor os problemas enfrentados pelos criadores de suínos do país, que compõem a parte mais frágil da cadeia produtiva de proteína animal, sempre a mais suscetível diante das frequentes oscilações da economia, do câmbio e da falta de uma política de preço mínimo e de abastecimento que atenda às necessidades do produtor.

Dentre as lideranças da suinocultura nacional estiveram em Brasília os presidentes das associações estaduais do Paraná, Jacir Dariva, e de Santa Catarina, Losivanio Di Lorenzi. Ambos defenderam medidas urgentes a serem adotadas pelo governo, para evitar que prossiga por mais alguns dias o atual quadro e que se chegue num patamar, novamente, de quebradeira no setor.

Na pauta das discussões com o governo esteve a criação de uma política pública de abastecimento que permita que a Companhia Nacional, a Conab, de fato atenda ao pequeno produtor e não apenas aos grandes grupos, em situações de emergência, como a verificada agora, com o crescimento das exportações de milho, haja vista que em época de câmbio favorável às exportações, além do preço elevado, não há oferta de produto no mercado interno. Tanto Dariva quanto Losivanio entendem que de nada adianta se colocar uma pequena quantidade de milho em leilão, e que o ideal neste momento era venda de milho balcão, em preço que não aumente ainda mais os custos de produção do suinocultor.

Outra questão reivindicada é que o governo disponibilize, através das suas instituições financeiras, recursos para financiar estoques de milho, para pagamento num prazo de 18 a 24 meses, assim como financiamentos para retenção de matrizes e evitar que planteis sejam desfeitos, além da criação de uma linha de credito para frigoríficos que estão com Inspeção SIM, SIE e SISBI, possibilitado que eles ingressem no SIF, para também exportar seus produtos, aliviando a concorrência no mercado nacional.

Outras reivindicações dos suinocultores junto ao governo incluíram a simplificação das exigências do MAPA para modernização de plantas frigoríficas e para a emissão de rótulos de embalagens e o pedido para liberação, urgente, da venda de milho em balcão com a máxima urgência, num volume de até seis toneladas.

 

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