CUSTOS DE PRODUÇÃO: Planilha elaborada pela FAEP/APS estará concluída nos próximos dias

30/07/2016
O sistema APS quer apoderar o produtor de suínos e dar-lhes melhores condições de gerenciamento de custos de sua atividade

Para se ter uma visão correta dos números de uma atividade, suas entradas e saídas, e melhores condições para verificar se ela é compensatória ou não, tudo começa com os custos de produção. Saber o quanto custa produzir permite estabelecer o ponto de equilíbrio da atividade e a margem de lucratividade que se pretende ter. Até aqui, nenhuma novidade, mas se o ponto em questão é saber os custos, no que diz respeito à suinocultura, em tempos de crise, isso é determinante. E mesmo sem ter em mãos os custos exatos de produção, uma coisa é mais do que evidente: com os preços de insumos e das rações nos patamares que estão e com um preço de venda do suíno vivo que não reage, a atividade certamente está no negativo, e há tempos o produtor de suínos amarga grandes prejuízos, sendo que muitos estão até abandonando a atividade.

Ciente do caos que estava para se instalar na atividade, o sistema suinícola do Paraná não só alertou sobre isso, como também desde o início da atual crise que assola o setor tem procurado estar ao lado do produtor, buscando alternativas para atenuar os impactos negativos na atividade e para que sejam tomadas medidas a fim de evitar que, passado o momento crítico atual, a suinocultura venha a ser atingida, novamente, por situações dramáticas em termos econômicos.

Dentre as medidas adotadas pelo sistema suinícola estão os estudos para formação de uma planilha única de custos para os três estados da Região Sul, observados os tipos de criação - integração, comodato ou mercado livre (independente) -, bem como o tamanho da granja e dos planteis, além das características de cada mercado e das regiões que o compõem.

Há anos a Embrapa Aves e Suínos tem sido referência para se obter dados relativos aos custos de produção. Porém, para avançar ainda mais nesta questão, o Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), e o Sistema APS, numa ação que envolve as demais associações estaduais e federações do Sul, uniram esforços em torno dos estudos para que essa planilha de custos esteja disponível ao produtor o quanto antes, dando-lhe maiores poderes de negociação.

Os trabalhos são conduzidos pelo consultor Ademir Francisco Girotto, com colaboração de pesquisadores da Embrapa Aves e Suínos, de Concórdia (SC), e do Cepea, de Campinas (SP), e os trabalhos são executados pela Comissão Técnica da Suinocultura da FAEP, presidida pelo Vice-Diretor de Comercialização da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Reny Gerardi de Lima.

“O sistema APS quer apoderar o produtor de suínos e dar-lhes melhores condições de gerenciamento de custos de sua atividade”, afirma o presidente da APS, Jacir Dariva, que mantém granjas com atividades nos modelos de Integração e Independente. Ele explica que a planilha de custos vai auxiliar os produtores a entender melhor os componentes de custos de sua atividade e, a partir daí, a definir margens de lucratividade e bases de negociação de seus animais, observadas as situações peculiares do modelo da atividade: integrado, comodato ou mercado livre (independente).

Dariva informa que a estrutura da planilha e as fórmulas utilizadas para que seja iniciado o trabalho de levantamento dos custos nas granjas já estão definidas, sendo que em agosto a planilha já estará disponível ao produtor.

Até agora, todos os pontos foram exaustivamente discutidos, inclusive as fórmulas de cálculos, restando apenas definir a estratégia de levantamento dos dados atuais para composição dos custos efetivos de forma atualizada, incluindo os relacionados às instalações e equipamentos das granjas, bem como o tamanho do plantel e a realidade regional no que se refere aos demais itens de insumos, respeitando-se o modelo de criação: UPD – Unidade de Produção de Desmamados; UPL – Unidade de Produção de Leitões; UPT – Unidade de Terminação; Ciclo Completo, bem como de UPD, UPL e UPT também na forma de Comodato.

“Acredita-se que até fins de agosto seja possível fornecer os dados completos e atualizados de todos os custos de produção, usando-se esta planilha única para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, assinala o pesquisador responsável pelos trabalhos, Ademir Girotto.

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