AFTOSA: APS e Sindicarnes defendem suspensão da vacinação

19/05/2015
Presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva, esteve reunido com representantes do Sindicarne, na sede da Frimesa

O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir Dariva, esteve reunido na tarde da segunda-feira (18/05), com o vice-presidente do Sindicarnes do Paraná, Elias José Zydek, que também é Diretor Executivo da Frimesa, de Medianeira, e com o Diretor Presidente dessa agroindústria, Valter Vanzella. Dariva, Zydek e Vanzella são favoráveis à suspensão das campanhas de vacinação contra a febre aftosa no Paraná, pois entendem que isso elevará o status sanitário do estado e favorecerá no acesso de novos mercados no exterior, como já ocorre com o vizinho estado catarinense, que não vacina há 8 anos e contabiliza benefícios na exportação da carne suína e seus derivados.

A propósito, Vanzella e Dariva estarão na audiência pública convocada pela Assembleia Legislativa do Paraná, na manhã do próximo dia 1º de junho, defendendo esta posição. Enquanto Dariva falará, novamente, em nome dos criadores de suínos do estado, Vanzella será o porta-voz do Sindicarne e contribuirá para o debate com sua longa experiência como dirigente de cooperativa e hoje de uma das principais agroindústrias do Paraná e do Brasil, a Frimesa, de Medianeira.

Vantagens

Dentre as vantagens do status sanitário perseguido pelo Paraná pode se destacar que o estado terá condições de acessar cerca de 70 por cento dos países compradores que hoje não podem comprar do Paraná, justamente em razão do atual status. “O Paraná está proibido de acessar 68% dos países compradores, como o Japão, China, Coreia do Sul, México e Indonésia”, observam, ao mencionarem que os mercados atualmente acessados praticam preços bem inferiores, ou seja, são mercados secundários.

A defesa do fim da vacinação contra a febre aftosa e do reconhecimento do Paraná como zona livre da PSC se baseia em um ponto simples: o preço do suíno vivo no estado é menor que outros da Federação devido às restrições sanitárias, sendo que os prejuízos, especialmente da febre aftosa, recaem diretamente sobre a suinocultura.

Elias Zydek observa, ainda, que os novos projetos de expansão da cadeia da suinocultura no Paraná estão aguardando a conquista do novo status sanitário, já que a questão sanitária é, e será cada vez mais, um diferencial para os consumidores.

Sobre novos investimentos da agroindústria, voltados à suinocultura, vale registrar o novo frigorífico instalado na região Sul do Paraná, fruto de investimentos de três cooperativas: Capal, Batavo e Castrolanda, e o frigorífico que está projetado para a região Oeste, da própria Frimesa, que será a maior planta industrial da América Latina, com capacidade para abater 14 mil suínos/dia quando concluídas suas etapas, fomentando a atividade na maior região produtora de suínos do Paraná.

 

Compartilhar


NOVO WEB SITE DA APS Desktop, Tablet e Mobile
Mais comodidade para você! Flexivel para navegar e visualizar em qualquer lugar.
Escolha Opções Tema
Customise o site Cores Predefinidas de Capa
Texturas de Fundo
Imagens de Fundo