A importância da associação para o produtor!

30/07/2016
Ao frequentar uma associação, a pessoa conhece outras e interage, aproximando-se dos que têm afinidades e interesses iguais

Produtor de suínos do Paraná!

Mais do que nunca, em tempos de crise, estar reunido e trabalhar em conjunto com os demais integrantes do setor é fundamental. Estar bem informado, capacitado e com todas as ferramentas de Gestão e Planejamento são fatores que ajudam a enfrentar melhor as adversidades, especialmente num mercado onde as regras nem sempre são justas e os personagens, parceiros de fato!

Se a suinocultura enfrenta a sua pior crise, com preço do suíno bem abaixo dos custos de produção, com alta do preço e falta de milho, principal componente da ração animal, analisar todos os implicadores da crise é por demais importante.

O mercado sempre teve suas peculiaridades e suas complexidades, e se o produtor de suínos não estiver bem preparado, acaba perdendo mais do que a crise naturalmente levaria, e acaba abandonando a atividade, com grandes perdas financeiras.

A economia brasileira permanece abalada por todo o cenário que se configurou no País nos últimos anos, com falta de ética e honestidade no trato da coisa pública. E o mercado de suínos é um dos que mais sofre. No entanto, apenas lamentar não é a solução para evitar a perda total do negócio. É preciso mais do que chorar!

Uma gestão cada vez mais empresarial nas granjas, por exemplo, é uma medida a ser adotada, talvez o único caminho para a solução dos problemas, e isso envolve mais do que qualificação de mão-de-obra, o que já fez aumentar a produtividade, sem entretanto proporcionar maiores ganhos. Por gestão se entenda cuidar da matemática do negócio, gerir melhor os números da granja. Os novos tempos exigem isso!

De outro lado, eles também exigem estar agrupado, seja em uma associação, ou numa cooperativa, para fazer as coisas em conjunto com seus pares, aumentando a representatividade da classe, que só é forte e representativa quando tem um processo coletivo e de participação efetiva dos seus membros.

Ao frequentar uma associação, a pessoa conhece outras e interage, aproximando-se dos que têm afinidades e interesses iguais. Assim, o associado está sempre informado do que está acontecendo e do que pode vir pela frente, de bom ou de ruim, e pode acessar às autoridades para reivindicar pontos que favoreçam a atividade e buscar medidas protetivas. Isso sem falar no precioso grau de amizade que permite uma maior aproximação entre os membros de uma mesma classe, o que amplia os contatos, permite acessar novos projetos e, se houver um ambiente de respeito e consideração mútua, torna a atividade mais fácil.

A troca de ideias, propostas e de conhecimento acaba se constituindo em um fator catalisador para que o negócio avance e sejam superados os obstáculos nas turbulências provocadas pela crise como ocorre no Brasil.

Resumindo: ao se participar de uma entidade de classe, é possível atualizar conhecimentos e ter mais contatos para beneficiar o negócio.

O sistema suinícola do Paraná, diante dela, não ficou omisso. Pelo contrário, alertou para o caos que poderia se instalar no setor. Mais do que isso, continuou trabalhando pela atividade, ajudando a aumentar o status sanitário do estado, com o reconhecimento pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIT) de que o Paraná é Área Livre de PSC. Isso abrirá o mercado internacional que remunera melhor a carne suína e aumentará a exportação do estado, ajudando o mercado interno. Já em 2017, esse mesmo quadro positivo será visto quando haverá também o reconhecimento do Paraná como Zona Livre de Febre Aftosa sem vacinação. Neste processo, o sistema suinícola também está presente, representando a classe dos criadores de suínos junto ao Governo do Estado.

No contexto nacional, participou da elaboração e criação da Lei da Integração, apoderando o produtor integrado na sua relação com as integradoras. No Paraná, com o apoio de deputados estaduais, o sistema conseguiu eliminar a cobrança do ICMS na conta de luz e reduzir a alíquota do imposto sobre a venda de suínos para outros estados. E continua lutando por um preço justo, seja em Brasília, com a inclusão da carne suína na Política de Garantia de Preço Mínimo, quanto no auxílio ao mercado independente paranaense, com uma cotação de preço que evite mais perdas ao produtor. Na questão do abastecimento, a luta inclui a busca por subsídios do governo para custear o frete do milho, da base à granja.

Ou seja, se há crise e ela persiste com força, atingindo o produtor duramente, também há ações em defesa do produtor de suínos do Paraná. Afinal, este é o dever do Sistema APS!

 

SISTEMA APS

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